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segunda-feira, 29 de abril de 2013

O REI MIDAS


O Rei Midas



Um dia, o deus Dionísio deu pela falta do seu mestre e pai de criação, Sileno. O velho tinha se perdido na floresta e foi encontrado por alguns camponeses    que o levaram ao seu rei, Midas. O rei o reconheceu, cuidou dele por 10 dias e depois o levou de volta. Dionísio ficou feliz, e concedeu ao rei o direito de escolher qualquer recompensa.

O rei desejou que tudo o que tocasse se transformasse ouro. Dionísio atendeu ao pedido, mas ficou preocupado com a escolha do rei.

Midas quis logo provar do seu poder e pegou um ramo de carvalho que logo se transformou em ouro. Ficou tão feliz que mandou preparar um banquete e fez um brinde, mas quando levantou a taça não pôde beber, porque o vinho se transformou em ouro.  Tentou comer mas a comida se transformava em ouro. Ele percebeu que iria morrer de fome. Midas ficou muito preocupado e triste. Quando sua filha viu o pai triste se aproximou para falar com ele. Midas se esqueceu do poder que tinha e a tocou e ela se transformou em ouro.

Apavorado, ergueu os braços e suplicou ao deus que retirasse o poder e que tudo voltasse a ser o que era antes. Dionísio, que era bondoso, concedeu e disse: "A água corrente desfaz o toque. Molhas o que tocastes na água de um rio, e os objetos voltarão a ser o que eram. Mas dará tudo o que tens aos pobres".

Midas ficou tão feliz que aceitou e apressou-se em colher em um jarro a água do rio Pactolo.  Depois foi banhando tudo que tinha tocado com essa água, inclusive sua filha, que logo pôde abraçar.

Dizem que Midas, ao se abaixar para colher a água na margem do rio, tocou na areia com as mãos e que, por isso, ainda hoje, o rio Pactolo corre por sobre um leito de areias douradas.

***

Perguntas:
1) O que o rei Midas valorizava antes de ter o poder de transformar tudo em ouro?
Resposta:

2) É inteligente querer tudo? Porque?
Resposta:

3) O rei conseguiu desfazer o que tinha feito?
Resposta:

4) O que o rei Midas passou a valorizar depois de ter o poder?
Resposta:

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Impressões do professor:

Esta aula pode ser considerada uma aula "coringa", pois não tem relação direta com a sequência de aulas de mitologia grega, podendo ser aplicada em momentos chaves em que o professor ache necessário ao longo das doze aulas de mitologia do módulo que eu disponibilizei aqui. Esses momentos seriam naquele dia em que faltam muitos alunos por conta do clima, ou que alunos ou o professor estejam cansados  da "jornada mitológica", sem descaracterizar o projeto. Do mesmo modo pode ser aplicada na última semana antes da atividade final sugerida.

Essa aula, por ser relativamente curta, pode ser lida ou contada para os alunos, podendo promover diálogos e debates, a não ser que seja uma classe difícil e que não se comporte, não deixando que a aula flua, caso em que se deve ocupar os alunos com o texto na lousa para cópia e não perder a aula cuidando de gerenciar conflitos. 

Após promover o debate citado acima, eles podem responder as questões no  caderno para fixação e para que o professor acompanhe o andamento e organização dos cadernos, visto que isso importa muito para pais, mães e alguns gestores. Eu não costumo considerar muito essa parte política das coisa, mas é bom ajudar a ensinar organização em si aos alunos e um caderno bonito é estimulante. Principalmente porque eles podem querer voltar a ler o que escreveram e, claro, refletir sobre isso.

O professor pode levantar questionamentos sobre as lições tiradas dessa lenda, promover reflexões sobre o valor das coisas e das pessoas sem, no entanto, cair na simplicidade da "moral da história". Se houver oportunidade e tempo também pode trabalhar que coisas simples que não custam muito, como beber, comer e respirar. Tudo isso nos mantém vivos e são importantes, então tudo o mais que quisermos é para gerar conforto (roupas melhores e uma casa melhor, por exemplo, ou juntar dinheiro para dar um presente para a mamãe), e é uma ambição que não é ruim. Mas se desejamos coisas em excesso e nos tornamos excessivamente ambiciosos, podemos perder de vista o valor das coisas verdadeiramente importantes como a comida, a água e o carinho das pessoas que amamos.


Impressões II

Inicialmente eu tinha elaborado três questões para esse texto, a saber; "1) O que o rei Midas valorizava?", "2) É inteligente querer tudo? Porque?" e "3) O rei conseguiu desfazer o que tinha feito?". Mas percebi durante as aulas que a questão dois, às vezes, não é bem compreendida, devido à clássica falta de compreensão de nossos alunos, portanto o professor deve estar atento a respostas erradas nesta questão, porque muitos alunos responderam que "sim" (o que seria válido dentro de um contexto de argumentação elaborada, o que não é o caso). Mas escrevo esse "Impressões II" porque notei muitas respostas à 1ª questão que o rei valorizava "sua filha" e considerei errada. Eu esperava a resposta "o dinheiro", que é a coisa mais imediata que se pode verificar pela própria essência da lenda, pois era a sua ambição desmedida que deveria ser refletida. 

Entretanto, refletindo sobre o texto, pensei poder haver uma dupla interpretação, uma vez que antes de ter o poder, Midas valorizava o dinheiro, no caso o ouro, mas depois de ter o poder, ele preferiu ter sua filha de volta, o que seria uma reflexão de maior interpretação, portanto válida. Por isso mudei a primeira pergunta para que ela fosse mais clara e, como consequência e para estimular a reflexão, acrescentei a quarta questão.

Mas não posso deixar de pensar que isso exigiria um nível de elaboração não tão imediato, e tenho minhas dúvidas sobre se essa capacidade invadiria nossos alunos em profusão, assim de repente, como nas propagandas do governo.


Fonte:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rei_midas


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