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Bloco Superior

segunda-feira, 20 de maio de 2013

UNIVERSO EM TRANSFORMAÇÃO

Para Recortar e Montar um Ônibus Espacial

Atendendo a dezenas de pedidos estou disponibilizando os vídeos da decolagem da Discovery utilizados nas aulas, tanto da imagem vista do chão até o espaço como da vista pelas câmeras dos foguetes auxiliares, indo ao espaço e caindo no mar. O meu arquivo em Ppoint com os tamanhos do universo assim que tiver tempo disponibilizarei aqui. 

Essa imagem acima pode ser impressa para ser recortada e dá para você montar um Ônibus Espacial! Basta você clicar nela para abrir a tela maior, depois com o botão direito do mouse salve no seu computador, depois abra e imprima. As imagens no final da postagem também você pode imprimir para colorir, usando o mesmo processo. Quem quiser levar na aula para eu ver pode.

Veja o vídeo da câmera dos foguetes auxiliares:


Video 1 - inicie em 14 segundos

Essa cena começa na decolagem, acompanha a Endevour até o final do combustível sólido (entrando no espaço) e continua na queda dos foguetes auxiliares até o mar, de onde serão resgatados. Lembre que esta câmera mostra a velocidade e a altitude (altura em relação ao nível do mar). É possível ver a aceleração em milhas por hora. Para saber em quilômetros por hora, multiplique por 1820. Ou seja, mais ou menos o dobro da velocidade marcada; se mostra 2000 quer dizer 4000 quilômetros por hora.  Ela para de mostrar em 28 milhas de altitude e 2958 milhas de velocidade, o que dá 51.000 metros acima do mar e 5383 quilômetros por hora. Na verdade, a nave continua subindo até 450 quilômetros da Terra e acelerando até 24.000 km por hora, porque precisa dessa  altitude e velocidade para manter a órbita.

Aproveite e chame a família para ver esse vídeo espetacular em alta definição com a decolagem da Discovery:

Veja o vídeo da câmera da NASA (do chão). Este vídeo é o oficial do lançamento do ônibus Discovery, mostrando os preparativos e o acompanham até a separação dos foguetes auxiliares, porque ela já está no limite da atmosfera e as lentes da câmera não a alcançam mais.

Inicie a sincronização em 01:20'

Quem quiser sincronizar os vídeos, a decolagem começa no inicio do vídeo 1 aos 00:14' (14 segundos) e por volta de 01:20’ (um minuto e vinte segundos) do vídeo 2. é necessário ter dois tocadores de vídeo.


Este é outro vídeo, de outro voo:
Video 3

Também usei como música de fundo Conquest of Paradise (Conquista do Paraíso), de Vangelis, título bem apropriado para o espírito que move as conquistas espaciais e o desejo inerente ao homem de conhecer e investigar tudo a seu redor. É este o espírito mais puro da filosofia.


Veja também a nave sendo levada pelas ruas rumo ao museu após seu último voo ao espaço:


Video 5



Veja a explosão gigante no sol em 12 de Maio de 2013 aqui.


Veja nosso astronauta brasileiro Marcos Pontes, da Missão Centenário, no espaço.

O veículo utilizado para o lançamento da missão Centenário foi a nave Soyuz TMA-8, da Roscosmos, e o seu lançamento aconteceu em 29 de março de 2006 (23h30 horário de Brasília) no Centro de Lançamento de Baikonur (Cazaquistão), tendo como destino a Estação Espacial Internacional (ISS):








Aqui um documentário chamado "Discovery na Escola - Ônibus Espacial [Discovery Channel]":




E outro documentário muito legal em português:




Para pintar baixe para o seu computador, imprima e pinte:


Ônibus Espacial para Colorir


Ônibus Espacial para Colorir 1
Ônibus Espacial para Colorir 2

Astronauta para Colorir








Professor de Filosofia
Para Professores

Aula: O Universo em Transformação. 

Descrição: Comparar os tamanhos das coisas do universo. Usar recursos midiáticos para aproximar os alunos de conceitos usados nas aulas de filosofia antiga e comparar com as conquistas atuais da humanidade. 

Pressupostos: Aulas de filosofia antiga nas quais seja evidenciado o interesse dos antigos pensadores em buscar as respostas aos mistérios do mundo sensível e dos fenômenos naturais através da investigação sobre as próprias coisas da natureza.

Desenvolvimento: Antes da aula, eu fazia a lousa uma introdução explicativa com o desenho do ônibus espacial e explicava que, como eles já haviam visto nas aulas anteriores, existe a força que não nos deixa "cair" da Terra, a gravidade, e ela é a mesma que puxa os foguetes de volta, por isso é preciso muita força para vencê-la, e o ônibus espacial tem três motores (turbinas). Para isso é preciso muito combustível. Por isso é necessário o tanque extra da nave, que mostro na lousa. Então são necessários 2 bilhões de litros de combustível para alcançar o espaço e levantar o peso da nave ("quanto????"). Nesse ponto você tem que explicar com o exemplo do tamanho da caixa d'água da escola. Imaginem, digo, um tanque de combustível quase do tamanho dessa sala, redondo, e da altura da caixa d'água da escola. Para o 2º e o 3º anos acrescento: ou imaginem 2 litros de Coca-Cola, multiplicados por mil e por mil de novo! Nessa altura eles já estão espantados. Já pensou nesse peso todo? Porque dois milhões de litros são dois milhões de quilos!!! E pra levantar tudo isso? Os foguetes da nave não dão conta, então é preciso mais os dois foguetes auxiliares para chegar até o meio da atmosfera. E quando eles se soltam são puxados de volta para a Terra pela gravidade. Depois eles serão resgatados no mar pela NASA e reutilizados para reduzir os custos.

Feitas essas preliminares, em seguida apresento um arquivo em power point que desenvolvi comparando os tamanhos das coisas no universo. Proponho a eles que se lembrem da aula na qual trabalhamos a música Pensamento do Grupo Cidade Negra, pois nela se fala em "viajar sem sair do lugar" e essa seria a proposta dessa aula. Em seguida passei à comparação dos tamanhos, tanto para baixo quanto para cima. Assim, comparei um homem a uma formiga, essa a um protozoário, uma célula, um átomo e assim por diante. Lembrei de Demócrito, que ele havia proposto um mundo onde tudo fosse feito de "pequenos tijolos", as partículas indivisíveis (átomos) e que o universo seria infinito, onde existiriam outros mundo iguais ao nosso. Sempre lembrando que os antigos não dispunham de nossa tecnologia, comparei os tamanhos também para cima, de um homem com um elefante, desse com uma baleia, um navio, um vulcão  a lua, a Terra, o Sol, outras estrelas maiores, as galáxias, etc. Mostrei eclipses e lembrei que Tales tinha sido o primeiro a prevê-los, e tudo isso eles lembraram das aulas anteriores.

Quando faltavam aproximadamente 10 minutos para o final da aula, eu passava os videos da decolagem do ônibus espacial Discovery. Usei dois videos simultâneos (videos 1 e 2 acima), sincronizados em 00:14' e 01:20', usando meia tela cada. Ao fundo, deixei já em outro player a música do Vangelis. Assim que clicava em um vídeo clicava no outro e em seguida na música; ficou espetacular e emocionante.


Material Necessário: Computador, Projetor, Som, Lousa (para explicar o que é o ônibus espacial). É possível usar a montagem de sala em sala, mas isso prejudica a aula pois ela é muito densa de informações, e se for perdido qualquer tempo pode prejudicar o entendimento do todo.

Comentário do Professor: Essa aula foi uma das mais adoradas pelos alunos. Rivalizou com a aulas das Três Frutas. Foi pensada em relação às aulas anteriores já dadas e como um fator de encadeamento do conhecimento, bem como para disparar os processos de admiração e espanto, tão buscados em filosofia. Nela usei recursos de mídia como imagens, videos, som e power point. Para quem não dispõe desses recursos, será necessário pensar em alternativas, embora o resultado não será o mesmo, pois ver os dois videos ao mesmo tempo em que toca-se ao fundo Conquest of Paradise, é emocionante.

Eles realmente ficaram fascinados com o sol. Mostrei a foto de uma explosão no sol e comparei com o tamanho da Terra. As perguntas choviam: "se a Terra chegasse perto queimaria?", "qual a idade do sol?", "qual a temperatura do sol?", "o que são aquelas manchas?", etc. Uma coincidência feliz foi que as aulas foram dadas na semana de maio de 2013 após o dia das mães. E exatamente no dia 13 de maio (dia das mães) houve uma gigantesca explosão no sol, tão grande que poderia ter incinerado nosso planeta. Essa comparação entre o real e o imaginário foi bombástica: eles se situaram em casa no dia da mães e imaginaram que o mundo poderia ter acabado. Ficaram entre perplexos e preocupados, mas sempre felizes. Foi preciso esclarecer que o sol estava muito mais longe do que eles imaginavam e que não corríamos perigo. 

Em todos os anos (do 2º ao 5º) a aula teve a mesma repercussão entre  meninos e meninas, embora eu tivesse a preocupação com relação à aula parecer enfadonha para as meninas. Tive foram surpresas. Além dos óbvios candidatos a astronauta (nunca devemos duvidar deles, pois são mesmo capazes e quem sabe não sejamos nós a disparar o processo?), teve uma menina do 5º ano que não entendia porque os foguetes auxiliares iam e voltavam do espaço inteiros. Como nem eu nem os outros alunos entendíamos o que ela queria dizer (pois lhe faltavam os termos, embora não o entendimento), ela veio até a lousa e mostrou  no desenho que fiz e fez três divisões nos foguetes e perguntou "eles não deveriam se dividir?" Eureca!  Eu e a classe surpresos, expliquei que o que ela queria dizer se chamavam estágios do foguete, que isso era usado em outros sistemas, inclusive na Soyuz (foguete russo) e no foguetes Apollo, que levaram o homem à lua. Os estágios são divisões nos foguetes únicos para que eles se desprendam em partes nas quais o combustível já queimou, pois assim se descarta o peso morto e minimiza o arrasto. Os novos processos usados pela NASA permitem que se reutilize o foguete inteiro. Atualmente este modelo de foguete em estágios esta voltando no Ares, o novo foguete gigante que será usado nas próximas décadas no programa espacial, pois permite que os astronautas fiquem mais seguros, acima do combustível, a não ao lado, como no ônibus espacial, para maior segurança. Enfim, a menina não só já tinha visto como tinha assimilado muito bem que os foguetes anteriores usavam estágios para voar. A outras meninas ficaram mais interessadas ainda. 

Quero relatar que alguns alunos de salas distintas choraram de emoção e tanto a felicidade quanto o espanto eram evidentes nos rostos deles, orgulhosos dos feitos do homem, tanto que até eu me emocionei com isso. Na verdade, a mensagem que eu queria foi passada; o homem é um animal em permanente busca do desconhecido  e com coragem e determinação para fazê-lo. E o Universo é espetacular. Ir ao espaço é um feito espetacular. Mas no nosso dia-a-dia isso passa desapercebido, tudo fica banal como se fosse banal, mas isso não é, nem deveria ser. Assim eles puderam entender o que significava para os antigos gregos sair do Mediterrâneo (com a agravante de não terem nossos recursos tecnológicos, eletricidade, computadores, naves que voam, etc) e enfrentar um mar desconhecido, cheio de mistérios e perigos, em navios a remo, e fazer expedições das quais muitos sabiam que podiam não voltar. Assim são os astronautas de hoje e os que irão à Marte em breve. 


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