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segunda-feira, 20 de maio de 2013

O UNIVERSO CRIOU OS DEUSES


Veja os antecedentes dessa estória aqui.

O poeta grego Hesíodo, que viveu no século 7 a.C., descreve a mitologia grega em uma obra monumental, dividida em três partes chamadas Cosmogonia (que seria o surgimento do universo), Teogonia (o surgimento dos deuses) e Heroogonia (o surgimento dos heróis).


Os gregos não achavam que os deuses criaram o Universo, mas que o Universo criou os deuses. Na Cosmogonia assim surgiram Caos, Gaia, Tártaro e Eros. Nessas estórias, conta-se que antes do mundo ser criado havia somente quatro deuses: o Caos, que era um vazio, um nada, como um grande buraco (alguém pensou na analogia com um buraco negro?), Gaia (a Terra), Tártaro (o mundo subterrâneo) e Eros (o amor ou desejo).


A partir desse início nasceram todos os outros seres e deuses. Do Caos surgiram Érebo e Nix (a noite). De Nix nasceu Éter e Hemera (o dia).  A Terra também tem a característica de ser o lugar aonde se dá toda a vida,  por isso a chamamos de Geia, ou Mãe-Terra. Neste sentido, ela é fértil ou pode ser fertilizada para gerar a vida, além de prover o meio ambiente para todos os seres vivos, incluindo deuses e homens. Da união entre Gaia e Tártaro surgiu Urano (o céu), Montes (as montanhas) e Pontos (o mar). Toda a Terra era cercada pelo mar e pelo céu (Pontos e Urano).

Na obra Teogonia Hesíodo conta como esses seres ajudaram a gerar o mundo e os humanos. Da união entre a Terra e o Mar (Gaia e Ponto) nasceram as divindades marinhas, como Nereu, que podia se desmanchar na água, Ceto, Forcis e Taumas.  A união entre a Terra e o Céu (Gaia e Urano) gerou os 12 Titãs; que são Cronos (o Tempo), Oceano (os mares e os rios), Céo, Crio, Hipérion (que depois seria pai de Hélios, o Sol), Jápeto e as Titânidas  Tétis, Febe, Mnemósine, Téia, Têmis e Réia. Dessa união entre Gaia e Urano também nasceram os Ciclopes, gigantes de um olho só, e os Hecatônquiros (ou Centímanos), gigantes que possuíam cem braços e cinquenta cabeças. De Jápeto nasceram Prometeu (o mais inteligente), e Atlas (o mais forte).

Acontece que Urano não deixava os filhos saírem da barriga de Gaia e ela inchou tanto que ficou redonda. Gaia definiu que Cronos deveria destronar o pai, Urano, para que ela pudesse soltar seus filhos da barriga. Essa é uma clara alusão a dois acontecimentos; o rompimento entre gerações e o fato de que nada consegue manter-se eterno no tempo, pois o tempo (Cronos) tudo destrói. Após ferir Urano Cronos vence, mas Urano deixa sua descendência, pois dos restos de Urano que caíram no mar nasceu Afrodite, a deusa do amor. Urano profetizou que Cronos também seria destronado por um de seus filhos. Das uniões entre Titãs e Titânidas surgiram muitos deuses e deusas. Hipérion se uniu com Téia, que então gerou Selene (a Lua), Hélios (o Sol) e Eos (a Aurora). Assim se fecha a primeira geração (de Titãs) e se inicia a saga da segunda geração (de deuses), na qual prevalecerá Zeus.

Quer saber mais? Então veja: A GUERRA ENTRE TITÃS E DEUSES


Fontes:
Orientações Curriculares Filosofia – Indaiatuba, 2009
BRANDÃO. Junito de Souza. Mitologia Grega

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